Como o coronavírus vai mudar as rotinas de trabalho
Crise do COVID-19 força empresas adotarem novos hábitos de gestão e modelos de negócios.
29 de Abril de 2020 / Julia Amantini
No momento, o mundo todo une esforços, buscando conter a propagação do novo coronavírus, enquanto as empresas precisaram rapidamente adotar e adaptar suas rotinas de trabalho ao home office, reuniões por videoconferência, férias, redução da carga horária e até medidas mais drásticas como a suspensão de contratos de trabalho. A crise de proporção global surpreendeu empresas dos mais diversos tamanhos e setores, mas como será essa rotina pós efeitos da pandemia? 
 
Em meio a tantas incertezas, há uma percepção unânime: a crise do coronavírus terá efeitos definitivos sobre a forma de trabalhar. O isolamento irá provocar além da criação de novos hábitos e comportamentos, a revisão das reais necessidades de processos e estruturas corporativas.
 
Home Office em ascensão
Após o período de estabilização dos casos e retomada das atividades, o trabalho remoto, deve crescer 30% segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com isso, haverá menos carros nas ruas, desafogamento do transporte público, economia de aluguel, luz, água e outras despesas fixas por parte das empresas, além da flexibilidade de horários, que mobilizará a economia de outra forma. O home office deixará de ser uma possibilidade e se tornará uma realidade mais vantajosa.
 
Vendas pelo WhatsApp
O WhatsApp deixou de ser somente um aplicativo para troca de mensagens. Atualmente, milhares de negócios circulam e geram lucros no app mais usado pelos brasileiros, principalmente durante este período de pandemia.
Os grupos são ótimos para que você reúna em um mesmo lugar todos os seus clientes ativos e consiga concretizar suas vendas. Entretanto, para fazê-los funcionar, será necessário que conteúdos sejam disponibilizados de forma periódica, afinal, sua audiência deve ser alimentada com seus produtos ou serviços para que se lembre da sua marca e movimente seu fluxo de caixa.
 
Novos hábitos
Para o comércio essencialmente presencial, será necessário redobrar os cuidados com a higiene. Será preciso alinhar a comunicação visual nas dependências, por meio de adesivos explicativos perto das pias dos banheiros com instruções para lavar as mãos corretamente, além da disponibilização de álcool em gel em locais estratégicos e orientação de limpeza constante de: botões de elevadores, catracas, corrimão, telefones, mesas e todos os objetos que são constantemente tocados pelos colaboradores. Assim como as lixeiras dos banheiros deverão ser recolhidas com maior frequência.
 
Infectologistas afirmam que o vírus se propaga mais facilmente em locais fechados e com pequena ventilação. Por isso, as empresas devem optar em alguns momentos do dia, pelo desligamento dos aparelhos de ar-condicionados do local e abrir as janelas para que o vento circule em todo o ambiente.
 
Ampliação do espaço físico entre os colaboradores
Se o espaço permitir, aumente a distância física entre os funcionários, mesmo após a normalização do período da pandemia, isso facilita a transmissão de outras doenças e é melhor evitar esse contágio. 
 
Cresce os serviços e vendas virtuais
Muitas pessoas se acostumaram com o uso de plataformas online e serviços delivery, por isso, naturalmente eles serão mais solicitados em algumas cidades. Além disso, fique atento para as vendas no e-commerce, elas vão aumentar mesmo com o fim da quarentena.
Quase 40% dos atuais compradores on-line fizeram sua primeira compra em março, de acordo com estudo da SmartCommerce, plataforma de comércio eletrônico para marcas de produtos embalados e essa tendência tende a crescer. 
 
Aumento da visibilidade
Com a crise, algumas empresas tiveram que encerrar seus contratos ou optaram por pausar seus investimentos em marketing digital, pelo fato da contenção de gastos. Essa atitude precipitada pode prejudicar e muito a retomada e progresso do negócio, já que com as redes sociais estagnadas os clientes podem pensar que a empresa, de certa forma, “desistiu” de conquistá-los e toda comunicação e posicionamento de marca feitos antes da pandemia, podem ser comprometidos. Agora, mais do que nunca, o marketing será fundamental para colaborar com o retorno e desenvolvimento financeiro das empresas, visto maior competitividade no comércio, em razão da maioria estar passando por um longo período de paralisação.
 
Ao contrário das empresas já estabelecidas no mercado, as novas marcas também não tiveram a oportunidade de se conectar com os clientes emocionalmente e de construir uma base para navegar neste momento de incerteza. Por isso, a hora de investir em marketing é essa!
 
Todo caos traz ensinamentos. Esperamos que essa crise tenha servido para a construção de seres humanos melhores e mais preocupados uns com os outros, que possamos valorizar a nova rotina e reorganizar nossos próximos objetivos. 
Será preciso reaprender e replanejar, sem se esquecer de uma importante estratégia: o marketing. Para isso, conte com o nosso trabalho!
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